Entre a madrugada
E o erro
Sempre o erro.
A noite guarda em
Silêncio.
Aguarda o retorno
Das falas.
Ela guarda o atual
Passado.
Atual, frequente
Dedos em dedos
A música inaudível
No instrumento do ódio
A noite guarda
O frio que não senti
Apenas eu.
Sempre o erro.
E então o fim.
O sono, o fim.
Sinto a música pelos
Seus meios
Seus
Dedos em dedos
A ligação que não se rompe
Aguarda junto à noite
Que ligue-se
Quais pedras são,
Ao chão, meus braços
Sentem a água imunda
O álcool sente o erro
Imundo
Não ligo
Minhas conversas noturnas
Não me esclarecem
O som
Ao espelho, elas não me
Respondem, a dúvida.
Amizades noturnas
Aguardam o não
Amizades minhas com o
Medo, a grama, o frio
Lembro-me de cada detalhe
Não esqueça
Lembro-me de cada
Pedra
Dedos em dedos